Os libertinos

Os libertinos existem há muito tempo dentro da Igreja Cristã. Não vamos confundi-los com aqueles que procuram a liberdade da escravidão do pecado, da carne, do mundo e da lei, que é a liberdade cristã propriamente dita, encontrada em Cristo. Nesse sentido, todo crente verdadeiro é livre, ao mesmo tempo em que é escravo de Deus e servo dos seus semelhantes. Paulo fala disso em Romanos 6.

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Verás que um filho teu não foge à luta… esse filho, é Jesus!

Estamos passando por um momento muito importante em nosso país. O povo se levantou para reclamar contra as injustiças e os desmandos provocados por aqueles que deveriam velar pela vida do povo: nossos governantes.

Gritos de guerra como #vemprarua, #ogiganteacordou e #verásqueumfilhoteunãofogealuta já viraram uma marca desse movimento.

Mas, nessas horas, sempre surgem as  mesmas perguntas: porque o povo passa por tanto sofrimento? Porque o governo não toma uma atitude e realmente se propõe a corrigir nosso país ou, quiçá, o mundo?

Deixe-me contar uma história real…

Há alguns anos atrás, não tenho certeza de quantos anos… Deus, sim, eu disse Deus, era quem governava o povo. Não havia presidentes, deputados, vereadores… Não havia política… Havia apenas Deus e os homens…

Mas, um dia, o homem resolveu que queria ter um rei escolhido dentre eles. Eles queriam que seu rei não fosse mais Deus, e sim um do povo, um homem comum, como eles.

Deus é um cara muito legal e justo, e ele costuma atender aos desejos do homem… Nesse caso não foi diferente. Deus atendeu ao pedido do povo e elegeu um deles como Rei, mas não antes de avisar ao povo o seguinte:

“Ele disse:— O rei os tratará assim: tomará os filhos de vocês para serem soldados; porá alguns para servirem nos seus carros de guerra, outros na cavalaria e outros para correrem adiante dos carros. Colocará alguns deles como oficiais encarregados de mil soldados, e outros encarregados de cinquenta. Os seus filhos terão de cultivar as terras dele, fazer as suas colheitas e fabricar as suas armas e equipamentos para os seus carros de guerra. As filhas de vocês terão de preparar os perfumes do rei e trabalhar como suas cozinheiras e padeiras. Ele tomará de vocês os melhores campos, plantações de uvas, bosques de oliveiras e dará tudo aos seus funcionários. Ficará com a décima parte dos cereais e das uvas, para dar aos funcionários da corte e aos outros funcionários. Tomará também os empregados de vocês, o melhor gado e os melhores jumentos, para trabalharem para ele. E ficará com a décima parte dos rebanhos de vocês. E vocês serão seus escravos.” (1 Samuel 8:11-17)

Deus nos avisou que ser governado por homens não dá certo. Nunca deu e nunca dará certo. O governo do homem sempre será regado com injustiças.

Mas Deus, como eu disse, é um cara muito legal, e nos ama (e ama muito). Ele nos ama tanto que enviou seu filho, seu único filho, Jesus Cristo, para ser o nosso Senhor, nosso novo Rei.

Por isso, antes de sairmos às ruas e lutarmos por mudanças, busque primeiro a Jesus, e entregue sua vida completamente ao seu senhorio. Porque, no fundo, só Ele é o caminho, a verdade e a vida. Só Ele pode mudar a nossa história.

Ele nos disse: “O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.” (João 10:10)

Jesus é verdadeiramente o Filho que não foge a luta. Ele não fugiu, lutou e não temeu a própria morte. Ele morreu por você, para te dar uma vida plena e abundante. Então, quando você cantar “verás que um filho teu não foge à luta” lembre-se: esse filho é Jesus!

Quer verdadeiramente mudar e salvar o mundo? #VEMPRAJESUS!!!

Que a paz do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo seja derramada sobre todo o povo espalhado na face da Terra.

Amém!

Por Kerwin Muriel

Tragédia em Santa Maria, é hora de chorar com os que choram

Hoje é um dia de muita dor. Muitas famílias acabam de perder seus entes queridos em uma das maiores tragédias do nosso País (talvez do mundo). Hoje, mais de duzentos e trinta jovens morreram queimados em um incêndio que consumiu a Boate Kiss, localizada em Santa Maria – RS. (Veja detalhes aqui)

Devemos falar alguma coisa ou apenas devemos ficar sentados com as mãos sobre a boca balançando a cabeça em descrença e choque?

A Morte e o luto estão interligados com a vida e com o nosso viver, por mais desagradável que isso possa parecer. Muitas vezes nos irritamos quando ficamos presos em um tráfego inconveniente, causado pelo ritmo lendo de um comboio funeral. Outras vezes passamos alegremente na frente de um cemitério no caminho para o cinema.

A preocupação com a morte é cortada pela distância. Quando ela está longe de nós, não nos preocupamos com ela. Almas entram na eternidade constantemente. Estima-se que 6.178 pessoas morram no mundo por hora. Mas quando as vidas de jovens são arrancadas de nós violentamente, e em massa, entramos em um estado de completo horror. É nesses momentos de choque e repulsa que lembramos mais vividamente de como a morte não é algo natural.

Uma picada de abelha não é natural. As abelhas não voam sobre nossas cabeças como camicazes raivosos à procura de pessoas para picar, ao custo de suas vidas. Mas a picada e a sua dor é uma consequência inevitável de uma provocação. Eva brincou com o pecado e, consequentemente, gerou a morte.

E esse trágico acontecimento de hoje (27/01/2013) nos traz a lembrança o pecado, pois a sua causa foi o pecado. Embora não se trate de pecados específicos de indivíduos, mas ainda assim, fala do pecado. O pecado é o subproduto de vivermos em um mundo caído (Gênesis 3), onde o homem pecou contra seu próprio Criador.

Este evento é um lembrete para nós de que a vida é curta, e que ela passa como um vapor ( Tiago 4:14) e que, em seguida, vem a morte, e depois disso, o juízo (Hebreus 9:27). A questão aqui é: você está preparado?

Haverá mais tragédias no futuro, possivelmente piores e mais devastadoras. Nós vamos continuar enfrentando tragédias até o dia em que o Príncipe da Paz volte para enxugar todas as lágrimas e acabar com a morte (Apocalipse 21:4).

Vamos aprender com essa tragédia. Vamos mudar nossas vidas. Quantos desses jovens que morreram estavam preparados para a morte? Quantos já haviam se arrependido de seus pecados e já haviam abraçado a salvação de Jesus? Não sabemos. Não temos controle sobre a morte nem sobre aqueles que já morreram. Mas ainda temos controle sobre nossas vidas enquanto ainda estamos vivos, então a questão permanece: Você se arrependeu de seu pecado e abraçou a salvação de Cristo? Você está preparado para a morte? Lembre-se, a morte é um compromisso do qual nenhum de nós vamos escapar (Hebreus 9:27 ).

A resposta a essas perguntas só pode ser respondida na cruz de Jesus Cristo. Ele era e é o único inocente morto, e ele morreu por nós, pecadores, culpados, destinados a morte. Por favor, volte-se para Ele e seja salvo do seu pecado. Conhecer Jesus é experimentar a vida, e a vida em abundância (João 10:10).

Esta tragédia nos mostra a necessidade que temos de fazer as pessoas conhecerem a Jesus e a alcançarem à fé em Cristo. Devemos nos esforçar para isso. Vamos olhar para o campo, antes que o fogo consuma todos. Devemos anunciar a salvação todos os dias, até o dia em que o Senhor voltar. Nesse dia a morte e a dor terrível que ela causa será tragada (1 Coríntios 15:54), e Deus enxugará toda lágrima dos nossos olhos, e não haverá mais luto, nem pranto e nem dor (Apocalipse 21:4).

De qualquer forma, hoje, não há palavras que possam retirar a completa escuridão da tragédia desse domingo (27/01/2013). Ficamos tentando expressar nossa simpatia, mas a dor insuportável ainda está lá, ferindo os nossos corações. Hoje é dia de chorar com os que choram.

A equipe do Amovoces.com.br oferece as mais profundas condolências às famílias das vítimas. Nós choramos com os que choram.

 

Ser evangélico não basta; é preciso ser de Jesus!

Trinta e cinco milhões de evangélicos. Esse é o dado do último censo realizado no Brasil.

A pergunta, no entanto, é: Quantos desses trinta e cinco milhões, de fato, já compreenderam o Evangelho de Jesus?

Porque compreender o Evangelho me leva a viver de um modo diferente. E quando digo diferente, não estou me referindo ao “diferente”, normalmente, utilizado para dizer que a pessoa não fuma, não frequenta alguns lugares, não assiste determinados filmes, não fala palavrões ou que passou a frequentar os cultos de uma igreja cristã, algumas vezes por semana.

Não é sobre esse diferente que estou falando. Porque se esse fosse o diferente, seria superficial demais, cosmético demais, paliativo demais. Seria, como se diz “só para inglês ver”. Esse diferente, até a educação e o bom senso podem produzir.

Eu conheço várias pessoas que não se consideram cristãs e que não fumam, não falam palavrões, não gostam de alguns filmes, não vão a certos lugares – não por uma questão de fé; mas, simplesmente, porque não gostam, não concordam ou porque sabem que não vai fazer bem à saúde e coisas assim.

Só que o diferente que eu estou falando é aquele onde o coração se torna mais compassivo, mais misericordioso, mais bondoso, mais limpo, mais verdadeiro, mais tolerante, mais caridoso, mais sensato, mais sábio, mais consciente, mais em paz, mais humilde, mais servo, mais voluntário, mais parecido com Jesus.

Se eu acho que compreendi o Evangelho, mas continuo preconceituoso, orgulhoso e insensível à dor do meu próximo; eu estou, completamente, enganado. Se eu acho que creio no Evangelho, mas eu não me compadeço, nem mesmo, de um familiar que está sofrendo com depressão ou ansiedade, eu estou, completamente, iludido. Se eu acho que eu conheci o Evangelho, e eu, nem mesmo, trato com misericórdia quem está sofrendo por causa de uma enfermidade; nem humano eu estou sendo, quanto mais cristão.

O Evangelho enternece o coração da gente. O Evangelho nos torna mais gente. O Evangelho nos ajuda a enxergar a nossa própria fragilidade e pequenez. O Evangelho nos faz ver que não há respostas prontas e nem fórmulas secretas. O Evangelho nos torna mais humanos. Nos faz mais parecidos com Jesus.

Será que as pessoas não percebem que conhecimento teológico ou bíblico não torna ninguém num seguidor de Jesus? Porque Ele disse que é manso e humilde de coração. E o que Ele quer nos dar é descanso para as nossas almas.

Há muita gente letrada na Bíblia, mas vazia do amor de Deus. É claro que elas querem ser amadas. E é claro que elas usam versículos para cobrar amor dos outros. Elas se vêem como vítimas do desamor e injustiçadas pelos outros. Mas, elas mesmas não vivem o amor. Não vivem a extravagância da graça. Pelo contrário, vivem de suas medidas e cálculos baseados na lei e nas regras rígidas e frias da religião.

Amor não é o que sentimos, mas o que fazemos. Deus amou o mundo e deu o Seu Filho. Daí que quando amamos, fazemos algo.

É aí que eu entendo que o amor é o único que autentica a vida com Deus. Ou seja, não há Deus se não há amor. Porque Deus é amor. E porque, sem amor, nada é feito em Deus e muito menos para Ele.

Quando falo de amor, falo dessa escolha de se doar pelo bem do outro. Esse olhar para a vida com os olhos do bem. Não um sentimento arrebatador que mistura química com hormônios. Mas aquela escolha da vontade de fazer o bem em nome de Jesus.

O amor lança fora o medo; mas, também lança fora o sentimento de vítima, o desejo de ser reconhecido, a luta por posições, o orgulho que nos faz olhar para as pessoas de cima para baixo, a arrogância religiosa, as disputas sem sentido e a falta de misericórdia.

O fato é que conhecer o Evangelho de Jesus é mergulhar na graça de Deus. Sem esse mergulho não existe Evangelho e nem compreensão dele. Pode haver cultura bíblica, conhecimento teológico, aparência de piedade; mas não há vida de Deus.

Que pena ver que o Evangelho foi transformado em uma simples doutrina a ser estudada. Que pena que há tanta gente que conhece a Bíblia, mas não reflete Jesus em sua vida. Que pena que as pessoas conseguem se considerar cristãs, mas não vêem que o alvo de tudo é ser como Jesus, amar a Deus e ao semelhante.

Quantas pessoas decoram capítulos inteiros da Bíblia, mas não podem se compadecer de um irmão que está fraco e doente. São capazes de explicar doutrinas e discorrer sobre os mais diversos temas da teologia, mas não expressam qualquer misericórdia e compaixão em sua vida.

O critério final do julgamento, segundo Mateus 25, não será o conhecimento bíblico ou teológico, mas o amor. “Tive fome e não me destes de comer, tive sede e não me destes de beber”. Parece que ainda não entendemos que o que fazemos a um dos nosso irmãos ou irmãs estamos fazendo a Jesus.

Não dá para amar a Deus e odiar o meu irmão. Não dá para falar nas línguas dos anjos e dos homens e não viver o amor de Deus. Não dá para profetizar, operar sinais e prodígios, curar enfermos e libertar oprimidos, e não ser compassivo, misericordioso, bondoso e humilde de coração. O reino de Deus é fundado sobre o amor-ágape de Deus. O amor que escolhe buscar o bem do outro.

Não um amor romântico ou sentimental; mas um viver onde as escolhas tem haver com essa busca. Isso, sim, tem haver com o espírito do Evangelho de Jesus. O resto é o resto.

Que o Espírito Santo se derrame sobre nós e nos faça ver que não só sem fé é impossível agradar a Deus; mas que quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.

O que interessa não é ser evangélico, é viver o Evangelho. O que interessa é ser de Jesus.

Pr. Paulo Cardoso (lido em: Jornal Pequeno)