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Ressurreição: Nosso salvador está vivo

Ressurreição: Nosso salvador está vivo

A ressurreição é a doutrina que diz que, depois de morrer na cruz, Jesus levantou-se fisicamente para a vida, vencendo Satanás, o pecado e a morte.

A importância dessa questão não pode ser negligenciada. O próprio Paulo disse isso em 1 Coríntios 15:17-23: “E, se Cristo não ressuscitou, inútil é a fé que vocês têm, e ainda estão em seus pecados. Neste caso, também os que dormiram em Cristo estão perdidos. Se é somente para esta vida que temos esperança em Cristo, dentre todos os homens somos os mais dignos de compaixão. Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo as primícias dentre aqueles que dormiram. Visto que a morte veio por meio de um só homem, também a ressurreição dos mortos veio por meio de um só homem. Pois da mesma forma como em Adão todos morrem, em Cristo todos serão vivificados. Mas cada um por sua vez: Cristo, o primeiro; depois, quando ele vier, os que lhe pertencem”.

A questão é simples: sem a ressurreição de Jesus Cristo não há salvador, não há salvação, não há perdão dos pecados, não há esperança de vida eterna, e Jesus é reduzido a mais um bom homem, mas morto e, portanto, de nenhuma ajuda considerável para nós nesta vida ou em nossa morte. Além disso, sem a ressurreição de Jesus, milhares de pessoas que o adoram hoje como Deus são tolos e sua esperança de uma vida ressurreta após a morte acaba.

Felizmente, há boas razões para acreditarmos na ressurreição de Jesus Cristo após sua morte. Quero compartilhar com vocês estas razões, na esperança de que a sua fé seja firmada no triunfo de Jesus sobre Satanás, o pecado e a morte.

A primeira linha de evidência para a ressurreição de Cristo

Para começar, temos o depoimento comprovadamente sincero de testemunhas oculares. Os apologistas Cristãos da antiguidade citaram centenas de testemunhas oculares, algumas das quais documentaram suas próprias experiências. Muitas dessas testemunhas deliberadamente e resolutamente aguentaram torturas prolongadas e morte, ao invés de rejeitarem o seu depoimento. Esse fato comprova a sua sinceridade, excluindo decepção de sua parte. De acordo com o registro histórico (O livro de Atos 4:1-17; As Cartas de Plínio a Trajano X, 96, etc.), a maioria dos Cristãos poderia dar um fim ao seu sofrimento só por renunciar sua fé. Ao invés, aparenta ser o caso que a maioria optou por aguentar o sofrimento e proclamar a ressurreição de Cristo até à morte.

Embora o martírio seja notável, não é necessariamente convincente. Não valida a crença da mesma forma que autentica aquele que nela acredita (por demonstrar sua sinceridade de forma tangível). O que faz dos Cristãos da antiguidade mártires formidáveis é que estavam em posição de saber se o que estavam declarando era verdade ou não. Eles ou viram Jesus Cristo vivo e bem depois de Sua morte ou não. Isso é extraordinário. Se tudo fosse uma mentira, por que tantos continuariam a defendê-la dadas as circunstâncias? Por que todos iriam conscientemente se apegar a uma mentira tão inútil à face de perseguição, aprisionamento, tortura e morte?

Enquanto os sequestradores de 11 de setembro de 2001 sem dúvida acreditavam no que proclamavam (como evidenciado por sua disposição de morrer pelo que acreditavam), eles não podiam saber (e não sabiam) se era verdade. Eles colocaram sua fé em tradições que lhes foram passadas por muitas gerações. Ao contrário, os mártires Cristãos da antiguidade foram a primeira geração. Ou eles viram o que clamavam ter visto ou não.

Entre as testemunhas oculares mais conhecidas estão os Apóstolos. Eles coletivamente passaram por uma mudança inegável depois das aparições do Cristo ressurreto. Imediatamente após a crucificação, eles se esconderam com medo por suas próprias vidas. Depois da ressurreição, eles foram às ruas, corajosamente proclamando a ressurreição, mesmo à face de fortes perseguições. O que foi responsável por sua mudança dramática e repentina? Com certeza não era ganho financeiro. Os Apóstolos renunciaram a tudo que tinham para pregar a ressurreição, incluindo suas próprias vidas.

A segunda linha de evidência para a ressurreição de Cristo

A segunda linha de evidência tem a ver com a conversão de certos céticos importantes, mais notavelmente Paulo e Tiago. Paulo era por sua própria descrição um perseguidor violento da Igreja Cristã primitiva. Depois do que ele descreveu como um encontro com o Cristo ressurreto, Paulo passou por uma mudança drástica e imediata, de um perseguidor brutal da Igreja a um dos seus mais prolíficos e desprendidos defensores. Como muitos Cristãos primitivos, Paulo sofreu empobrecimento, perseguição, surras, aprisionamento e execução por seu compromisso firme à ressurreição de Cristo.

Tiago era cético, apesar de não ter sido tão hostil quanto Paulo. Um suposto encontro com o Cristo ressurreto o transformou em um crente inquestionável, um líder da Igreja em Jerusalém. Ainda temos o que os estudiosos geralmente aceitam como uma das suas primeiras cartas à igreja primitiva. Como Paulo, Tiago voluntariamente sofreu e morreu por seu testemunho, um fato que sustenta a sinceridade de sua crença (veja O Livro de Atos e o livro de Josefo intitulado A Antiguidade dos Judeus XX, ix, 1).

A terceira e quarta linhas de evidência para a ressurreição de Cristo

A terceira e quarta linhas de evidência tratam da atestação por parte dos inimigos do túmulo vazio e do fato de que a fé na ressurreição se originou em Jerusalém. Jesus foi publicamente executado e enterrado em Jerusalém. Teria sido impossível que a fé em Sua ressurreição fosse estabelecida em Jerusalém enquanto o Seu corpo ainda estava no túmulo, pois o Sinédrio poderia facilmente desenterrar o Seu corpo, colocá-lo em exibição pública e, portanto, expor a farsa. Ao invés, o Sinédrio acusou os discípulos de terem roubado o corpo, aparentemente um esforço para explicar o seu desaparecimento (e consequentemente a tumba vazia). Como podemos explicar o fato do túmulo vazio? Veja a seguir as três explicações mais comuns:

Primeiro, os discípulos roubaram o corpo. Se esse tivesse sido o caso, eles saberiam que a ressurreição era uma farsa. Não teriam sido, portanto, tão dispostos a sofrer e morrer por sua crença (veja a primeira linha de evidência sobre a declaração comprovadamente sincera das testemunhas oculares). Todas as supostas testemunhas oculares saberiam que não tinham realmente visto Cristo e estavam, portanto, mentindo. Com tantos conspiradores, alguém com certeza teria confessado; se não para dar um fim ao seu próprio sofrimento, pelo menos para dar um fim ao sofrimento de seus amigos e familiares. A primeira geração de Cristãos foi absolutamente brutalizada, principalmente depois do grande incêndio em Roma em 64 D.C. (um fogo que Nero supostamente ordenou para criar mais espaço para a expansão de seu palácio, mas que ele culpou os Cristãos em Roma como uma tentativa de se justificar). Como o historiador romano Cornélio Tácito relatou no seu livro Os Anais de Roma Imperial (publicado apenas uma geração depois do incêndio):

Nero culpou e infligiu as torturas mais intensas em uma classe odiada por suas abominações, comumente conhecida de Cristãos. Christus, de quem o nome se originou, sofreu grande penalidade durante o reino de Tibério nas mãos de um dos seus procuradores, Pôncio Pilatos, e uma superstição maligna, assim marcada durante aquele momento, novamente explodiu não só em Judeia, a primeira fonte do mal, mas até em Roma, onde todas as coisas abomináveis e vergonhosas de todas as partes do mundo encontram o seu destino e se tornam popular. Assim sendo, aprisionamento foi feito de todos que reconheceram-se culpados; então, depois da confirmação, uma imensa multidão foi condenada, não tanto pelo crime de ter queimado a cidade, mas por ódio contra a humanidade. Gozação de todo tipo foi adicionada às suas mortes. Cobertos com pele de animais, eles foram dilacerados por cachorros e morreram, ou eram pregados à cruz, ou eram condenados às chamas e queimados para servirem como iluminação noturna quando a luz do dia tinha acabado.” (Anais, XV, 44).

Nero iluminava suas festas no jardim com Cristãos sendo queimados vivos. Com certeza alguém teria confessado a verdade estando sob a ameaça de tão grande dor. No entanto, o fato é que não temos nenhum registro de Cristãos primitivos renunciando a sua fé para dar um fim ao seu sofrimento. Pelo contrário, temos vários registros do aparecimento de centenas de testemunhas após a ressurreição dispostas a sofrer e morrer por tal causa.

Se os discípulos não roubaram o corpo, como então podemos explicar o túmulo vazio? Alguns sugerem que Cristo fingiu Sua morte e depois escapou do túmulo. Isso é simplesmente absurdo. De acordo com o relato das testemunhas, Cristo foi espancado, torturado, lacerado e apunhalado. Ele sofreu dano interno, grande perda de sangue, asfixia e uma lança rasgou-lhe o coração. Não há nenhum bom motivo para acreditar que Jesus Cristo (ou qualquer outro homem) poderia sobreviver tal experiência, fingir Sua morte, sentar no túmulo por três dias e noites sem atenção médica, comida ou água, remover a grande pedra que selava o túmulo, escapar sem ser pego (sem deixar um rastro de sangue), convencer com boa saúde centenas de testemunhas de que Ele tinha ressuscitado dos mortos e então desaparecer sem deixar nenhum rastro. Tal ideia é ridícula.

A quinta linha de evidência para a ressurreição de Cristo

Finalmente, a quinta linha de evidência tem a ver com a peculiaridade do relato das testemunhas. Em todas as narrativas mais importantes, acredita-se que mulheres sejam as primeiras e principais testemunhas. Essa seria uma novidade estranha, já que nas culturas judaica e romana as mulheres eram severamente desprezadas. Seu testemunho era considerado sem substância e dispensável. Levando esse fato em consideração, é bem improvável que qualquer criminoso de uma farsa na Judeia do primeiro século escolheria mulheres como suas testemunhas principais. De todos os discípulos masculinos que clamaram terem visto Jesus ressurreto, se estivessem mentindo e a ressurreição fosse apenas um golpe, por que então eles escolheram as mais desrespeitadas e desconfiadas testemunhas que podiam achar?

Dr. William Lane Craig explica: “Quando se entende o papel da mulher na sociedade judaica do primeiro século, o que é realmente extraordinário é que a história do túmulo vazio retratou mulheres como as primeiras descobridoras do túmulo vazio. As mulheres estavam muito abaixo na escada social da Palestina do primeiro século. Há provérbios rabínicos antigos que dizem: ‘Que as palavras da Lei sejam queimadas antes de serem entregues às mulheres’ e ‘feliz é aquele cujos filhos são homens, mas desgraça daquele cujos filhos são mulheres’. O testemunho de mulheres era considerado tão sem valor que não podiam nem servir como testemunhas legais em uma corte judicial judaica. Levando isso em consideração, é absolutamente impressionante que as principais testemunhas do túmulo vazio fossem essas mulheres…. Qualquer registro legendário mais recente com certeza teria retratado discípulos masculinos como os descobridores do túmulo – Pedro ou João, por exemplo. O fato de que mulheres foram as primeiras testemunhas do túmulo vazio é mais bem explicado pela realidade de que – goste ou não – elas foram as descobridoras do túmulo vazio! Isso mostra que os autores dos Evangelhos gravaram fielmente o que aconteceu, apesar de ser embaraçoso. Isso evidencia a historicidade dessa tradição ao invés de sua posição social legendária.” (Dr. William Lane Craig, citado por Lee Strobel, The Case For Christ, Grand Rapids: Zondervan, 1998, p. 293)

Em resumo

Essas linhas de evidência, tais como a sinceridade demonstrável das testemunhas (e, no caso dos Apóstolos, mudança inexplicável e convincente), a conversão e sinceridade demonstrável de antagonistas importantes e céticos que se tornaram mártires, o fato do túmulo vazio, confirmação do inimigo do túmulo vazio, o fato de que tudo isso aconteceu em Jerusalém onde fé na ressurreição começou e floresceu, o testemunho das mulheres e o significado de tal testemunho dado o seu contexto histórico; todos esses fatos confirmam fortemente a historicidade da ressurreição.

E isso é realmente uma boa notícia, pois significa:

1. QUE TEMOS UM SALVADOR VIVO. Nenhum Salvador morto é bom, pois como pode um morto nos salvar? Jesus pode salvar. A mera fé não vai salvar ninguém; é preciso que seja fé na Pessoa certa. E a Pessoa certa em quem devemos confiar é Cristo que deu Sua vida e depois a tomou de novo. Cristo é o Salvador Poderoso, porque é o Salvador vivo. Ele mesmo afirmou: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim” (João 14:6). A fé forte em uma pessoa morta é vã, enquanto que a fé fraca no Salvador vivo é a fé que salva. Não somos salvos pela força da nossa fé, mas pela força de Cristo, que é o objeto da nossa fé.

2. QUE NELE NÓS TAMBÉM VIVEREMOS. “Porque eu vivo, vocês também viverão” (João 14:19). O cristão tem vida eterna em Cristo. Não há doença no corpo que possa afetar este tipo de vida que temos em Cristo. A vida eterna não está sujeita aos ataques cardíacos, nem a qualquer outra moléstia que afete o corpo. Jesus afirmou isso ao dizer “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá” (João 11:25).

3. QUE TEMOS UMA ESPERANÇA VIVA. Ouça o que Pedro diz: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo, dentre os mortos” (1 Pedro 1:3). Quando Jesus morreu os discípulos se desesperaram. A esperança que tinham sumiu. A causa fundada por Jesus foi desertada, e eles voltaram a pescar com seus barcos e redes. Mas ao verem que Jesus estava vivo, a esperança retornou e eles se tornaram novos homens – homens de coragem e atividade. A ressurreição de Cristo mantém viva nossa esperança. Não somos seguidores de um Salvador impotente, nem morto. Não somos representantes de uma causa perdida, nem de uma igreja morta. As portas do inferno não prevalecerão contra a igreja de Cristo.

4. QUE TEMOS A PROMESSA E GARANTIA DE OUTROS TÚMULOS VAZIOS. Em Sua ressurreição Cristo tornou-se as primícias dos que dormem. Sua ressurreição foi uma promessa para nossa ressurreição. A ciência pode nos mostrar a diferença entre uma coisa plantada e o que será ao nascer. Plantamos um galho e colhemos uma rosa. Plantamos uma sementinha e nos sentamos à sombra de uma árvore. Isto é a natureza em ação. Mas nossa ressurreição não será a natureza em ação e sim, Cristo em ação. Não há vida no corpo, quando enterrado no chão. Nada, a não ser um milagre, pode tirar nosso corpo do túmulo.

A ciência tem um campo limitado no qual pode operar. Há muitas coisas sobre as quais a ciência se cala – ficando tão muda quanto um poste. A ciência não pode nos dizer o que é certo e o que é errado. A ciência não pode nos dizer que tipo de Ser é Deus. A ciência pode dissecar um corpo, mas não pode nos dizer se temos alma ou não. Para coisas que precisamos saber mais, somos silenciados pela Bíblia, como a revelação Divina. A Bíblia não contradiz a verdadeira ciência; ela entra em um plano onde a ciência não pode andar nem agir.

A doutrina básica do comunismo é chamada materialismo dialético. Nada existe, a não ser a matéria. O homem não é nada mais que matéria – não há nada sobre o homem que não possa ser examinado num laboratório. O cérebro segrega pensamentos do mesmo jeito que o fígado segrega bile. O único coração que o homem tem é o órgão físico. Mas a Bíblia diz que o homem tem um coração e uma alma que não pode ser colocados num túmulo. Jesus disse: “E não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo” (Mateus 1028).

Paulo disse a Agripa. “Por que se julga incrível entre vós que Deus ressuscite os mortos?” (Atos 26:8). O crente enfrenta o fato de que não há nada na lei da natureza que possa tirar um corpo do túmulo, mas ele tem a segurança de que Cristo saiu do túmulo e que, quando Ele voltar a esta terra, Seus seguidores serão arrebatados, em seus corpos, para se encontrarem com Ele nos ares. E tudo isto é conhecimento de fé e não conhecimento científico.

Gostaria de encorajar você a cuidadosamente considerar as evidências apresentadas aqui. O que elas sugerem para você? Depois disso, creio que você, assim como eu, poderá repetir a declaração de Sir Lionel:

“A evidência a favor da ressurreição de Cristo é tão impressionante que força a sua aceitação devido a provas que não deixam nenhum espaço para quaisquer dúvidas.”

Fontes:

http://www.gotquestions.org/Portugues/acreditar-ressurreicao.html#ixzz2tmTloSG6

http://marshill.com/2008/06/02/resurrection-god-saves/

Sermão “O túmulo vazio”, do Pastor Claude Duvall Cole, mais conhecido como C. D. Cole.

 

Kerwin Muriel

É formado em Direito pela Universidade de Cuiabá e pós-graduado em Gestão Pública do Poder Judiciário pela UNIFLU-RJ. Bacharelando em Teologia pela Escola Teológica Charles Spurgeon. Casado com Cleynise e pai da Nicolye.

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